Aqui ficam algumas dessas conversas:
“astroid fighters” de rui lacas
“mucha” de david soares, osvaldo Medina & mário Freitas
“batatas” de matthias lehmann
“israel sketchbook” de ricardo cabral
“o cachimbo de marcos” de javier de isusi
“astroid fighters” de rui lacas
“mucha” de david soares, osvaldo Medina & mário Freitas
“batatas” de matthias lehmann
“israel sketchbook” de ricardo cabral
“o cachimbo de marcos” de javier de isusi



O cd custa apenas € 10,00 e é de compra obrigatória, para ouvir e obter mais informações consultem:
Aqui fica o video da nossa festa


Pinhal das Artes 2009 from rleiria on Vimeo.

nestas férias prometo ou pelo menos vou tentar…
leituras:
filmes:
músicas:
ficam ainda garantidos uns mergulhos por terras do allgarve e uma visita ao V festival internacional de BD de beja.

São duas mulheres sentadas a uma mesa. Estão sozinhas, e essa solidão percebe-se até no olhar vazio mas ansioso, como se esperassem alguém que sabem que nunca virá. Percebe-se também pelas roupas e expressões sóbrias, olhar perdendo-se em redor, muito frequentemente, mas sem nunca perderem um semblante ensimesmado e outonal. Socorrem-se uma da outra, mantêm a pose de quem conversa. Permanecem, contudo, mudas e desconfortáveis com essa mudez.
Na mesa ao lado, uma rapariga um pouco mais jovem, acompanhada por dois rapazes da mesma idade. Esta, ao contrário das duas mulheres sentadas na mesa ao lado, mostra um sorriso generoso e solar, a condizer com a camisola (?) curtíssima, que permite ver o umbigo e a quase totalidade das costas. Roupa audaz, que desafia. Esta rapariga não olha para ninguém, limita-se a permitir que os dois jovens olhem sequiosamente para ela. E como olham. Corrijo: de vez em quando, olha para as duas mulheres agora vizinhas e sem companhia masculina, subordinando-as, esmagando-as com a sua “plenitude social”. Freud haveria de gostar deste quadro. E eu também gosto!
As duas mulheres sós recolhem todos os diferentes panfletos que estão poisados nas mesas do café, até terem um exemplar de cada. Inclui-se neste grupo de objectos recolhidos o longo e cartonado panfleto que o trio vizinho já havia retirado para uma mesa próxima da sua. Na mesa das mulheres sós, nota-se uma variedade de cores, correspondente às publicidades de espectáculos, lançamentos de livros, cinema do mês e outros acontecimentos culturais. Lêem-nos avidamente. E nessa leitura silenciosa mas entre olhada, estabelece-se a única (mas densa) comunicação entre as duas.
Na mesa do trio sorridente, por seu turno, não há lugar a leituras. Há todo um frémito social, jogos de sedução e contemplação, sorrisos e conversas em voz alta, gargalhadas de boa disposição. Não há um único papel que possa ser lido em cima desta mesa, foram todos distribuídos pelas mesas em redor, para que nada se intrometesse neste tão animado convívio.
Próximo destas duas mesas está aquela em que eu próprio me encontro sentado. À mesa, apenas eu e todos os diferentes tipos de panfletos que a mesa das duas mulheres também exibe. E mais um livro de 384 páginas. Eu vim mais cedo. E talvez esteja à espera de ficar por mais tempo.
poema by nuno gabriel oliveira

http://www.cm-pombal.pt/festival_teatro2009.php
tenho a sensação que conheço o sr. da foto anterior, se não fosse tão alto era gajo para dizer que se trata do tipo que encenou o que não vi!
o silêncio do autor
O silêncio do autor
é um compromisso sem prazo,
verdade que a nenhuma outra dá azo
Mas é um soneto de amor
nunca escrito com atraso.
O tempo preocupando-se com a demora
que o teu corpo demora a ser narrado.
A história é um tempo sem passado
nem futuro. É só desta hora,
presente eterno desse teu corpo alado.
Do tempo narrado, cadência sempre acelerada,
há-de constar... absolutamente nada.
O leito em que se deitam os amantes
enregelou-se com a fala que o entulha.
A poesia não é falada, como dantes,
nem repousa em papel branco, em estantes.
O livro que havia foi selado com agulha.
E não sobram versos sofridos, ambiguidade,
nem adjectivos que mostrem mais solenidade.
O silêncio do autor
é a morte anunciada, que já dança,
naufrágio abençoado da confiança.
Mas é um rio fundo desertor
a escoar-se pelo vazio da aliança.
o ultimo café em paris
matrícula by rapaz improvisado
3-pbl-20-07 cafécomlivros pombal